terça-feira, 20 de novembro de 2012

Encontrei esta informação, que me pareceu interessante partilhar. Poderá haver alguém interessado.

I Colóquio Internacional de Ciências Sociais da Educação - III Encontro de Sociologia da Educação
Instituto de Educação, Universidade do Minho, Campus de Gualtar - Braga - Portugal, entre segunda-feira, 25-03-2013 e quarta-feira, 27-03-2013


O Instituto de Educação da UMinho promove em Março de 2013, I Colóquio Internacional de Ciências Sociais da Educação, em paralelo com o III Encontro de Sociologia da Educação, subordinados à temática do Não-Formal e do Informal em Educação: Centralidades e Periferias. A organização é do Departamento de Ciências Sociais da Educação, Universidade do Minho, da Secção de Sociologia da Educação da Associação Portuguesa de Sociologia e da Associación de Sociología de la Educación (ASE) – Espanha.
I Colóquio Internacional de Ciências Sociais da Educação - III Encontro de Sociologia da Educação

Mais informações podem ser encontradas no seguinte link:
http://www.ie.uminho.pt/ModuleLeft.aspx?mdl=~/Modules/UMEventos/EventoView.ascx&ItemID=6038&Mid=171&lang=pt-PT&pageid=3&tabid=0

sexta-feira, 16 de novembro de 2012



Educação ao longo da vida… Um processo

Educação ao longo da vida… O meu processo


A educação tem caráter permanente. Não há seres educados e não educados, estamos todos nos educando. Existem graus de educação, mas estes não são absolutos”
Paulo Freire (1980)


Educação, segundo o dicionário da Língua Portuguesa (Porto editora) é o “processo que visa o desenvolvimento harmónico do homem nos seus aspetos intelectual moral e a sua inserção na sociedade”.

Educação ao longo da vida será pois um processo contínuo de desenvolvimento do ser humano de uma forma global e contínua. Um processo onde está presente a educação formal, - a que é dada pelo ensino escolar institucionalizado, gradual à medida que o tempo passa e hierarquicamente estruturada e fiscalizada pelo ministério de educação; a educação informal - aquela na qual qualquer pessoa adquire e acumula conhecimentos, através de experiência diária em casa, no trabalho e no lazer; e a educação não formal – uma educação organizada e sistemática que, normalmente, se realiza fora dos quadros do sistema formal de ensino.

Como qualquer ser humano, também eu sofri um processo educativo formal no decorrer do meu percurso de vida. Este esteve presente quanto frequentei a escola primária, o ciclo preparatório e o liceu. Esteve ainda presente quando fiz a opção de frequentar o curso técnico profissional de Educador Social.
Este percurso formal foi por sua vez acompanhado por um percurso informal. Os valores, as vivências, as aprendizagens que fui adquirindo ao lado da família, do grupo de amigos, dos escuteiros, do grupo de teatro, e com todos aqueles que de uma forma ou outra se foram cruzando na minha vida, contribuíram para a construção da “ pessoa” que sou hoje.
Foi todo este percurso de vida que me manteve sempre “insatisfeita” e me fez manter uma postura de “”aprendiz”; de educador e educando. O meu processo educativo não formal está presente em todos os momentos do meu dia.
O meu processo educativo formal foi retomado no ano anterior quando tomei a decisão de ingressar no ensino superior no curso de ASE e assim aprofundar e saber fundamentar os meus saberes intuitivos com os saberes científicos.

sábado, 10 de novembro de 2012






Aprendizagens:
Tudo caminhos, ou alguns atalhos?  



A formação ao longo da vida é uma realidade inquestionável, desde a sabedoria dos antigos que resumem tudo ao provérbio “Aprender até morrer”. No entanto, nas duas últimas décadas observa-se uma maior atenção institucional dada ao problema.
A recente polémica das habilitações de figuras públicas e a questão das equivalências faz-nos questionar se as aprendizagens realizadas fora do contexto formal dos quadros educativos têm a mesma validade que as que são adquiridas no ensino formal. Parece que não.
Se a resposta fosse assim tão simples, então teríamos de assumir que os processos de reconhecimento, validação e certificação de competências (RVC ou RVCC) foram um logro, um esbanjar de verba e uma certificação de inaptos. Ou seja, teremos de admitir que temos hoje uma população de analfabetos diplomados.
Acho que no meio estará a virtude: se os processos forem sérios, a escola é a base da aprendizagem que depois se consolidará na vida ativa. As aprendizagens no mundo do trabalho são uma mais-valia sobre o saber escolar e muitas vezes mostram a insuficiência do que a escola ensina.
Daí resulta que a aprendizagem terá de ser um caminho que se percorre, ora de um lado ora de outro da estrada, recolhendo as bagagens que nos constroem ao longo do percurso, mas nunca atalhando para chegar mais depressa, com menos bagagens do que aquelas que são essenciais. De resto, isso tem um nome e chama-se ‘batota’.