domingo, 23 de dezembro de 2012


Comunicar!...
Um Saber...
Uma Aprendizagem...

A comunicação, no interior de um grupo, não é um processo fácil e como tal há que saber criar estratégias facilitadoras da comunicação, para que esta se faça de modo assertivo e sem interferências que a dificultem ou mesmo a destruam. Cada indivíduo deve trabalhar os seus comportamentos de forma a assumir uma atitude facilitadora na comunicação com os grupos a que pertence. Independentemente de habilidades e capacidades mais ou menos inatas ou apreendidas por cada um de nós e que nos tornam mais ou menos bons comunicadores, é considerado pela epistemologia da comunicação que há três atitudes que, quando conscientemente assumidas facilitam o processo comunicacional. São elas a autoestima, a escuta ativa e a capacidade de retroalimentar a comunicação.


A estima por si denota a segurança e a confiança que cada um dos indivíduos consegue assumir nos seus comportamentos e a capacidade de os avaliar positivamente. Isso vai refletir-se numa postura positiva perante os factos, os outros, o grupo e si mesmo. Como consequência torna-se facilitadora da comunicação porque eleva os níveis de confiabilidade, evita atitudes derrotistas ou agressivas. Quem confia nas suas capacidades defende mais assertivamente e mais facilmente convence sem necessitar de atitudes agressivas ou passivas, contrárias à comunicação eficaz.

A capacidade de escutar também se educa. Cada indivíduo deve assumir uma postura de escuta ativa para que a comunicação flua no seio do grupo. Deve ser capaz de deixar falar os outros sem os interromper, aprender a controlar as suas emoções e a não fazer juízos de valor em relação aos outros. Deve centrar-se no que é dito e não no que se pensa de quem está a falar (efeito de halo), deve saber reformular a mensagem, parafraseando-a se necessário, e manter os canais de comunicação abertos. No ato de comunicação, quando os outros veem a nossa predisposição para escutar a sua confiança e eficácia vai aumentar e o processo trona-se muito mais empático.

Ainda que devamos saber escutar, também de vemos ter a capacidade de dar feedback para dar a conhecer aos outros o que entendemos da mensagem. Isto permite ao comunicador fazer uma avaliação da sua comunicação e poder reformular ou não a mensagem que pretende transmitir. Se a retroalimentação do processo não for eficaz, os comunicadores não conseguem avaliar da eficácia da mensagem que produziram. Muitas vezes basta um pequeno sinal para o outro corrigir, reformular ou ajustar aquilo que quer realmente dizer.