Comunicar!...
Um Saber...
Uma Aprendizagem...
Um Saber...
Uma Aprendizagem...
A comunicação, no interior de um grupo, não é um processo fácil e como tal há que saber criar estratégias facilitadoras da comunicação, para que esta se faça de modo assertivo e sem interferências que a dificultem ou mesmo a destruam. Cada indivíduo deve trabalhar os seus comportamentos de forma a assumir uma atitude facilitadora na comunicação com os grupos a que pertence. Independentemente de habilidades e capacidades mais ou menos inatas ou apreendidas por cada um de nós e que nos tornam mais ou menos bons comunicadores, é considerado pela epistemologia da comunicação que há três atitudes que, quando conscientemente assumidas facilitam o processo comunicacional. São elas a autoestima, a escuta ativa e a capacidade de retroalimentar a comunicação.
A estima por si denota a
segurança e a confiança que cada um dos indivíduos consegue assumir nos seus
comportamentos e a capacidade de os avaliar positivamente. Isso vai refletir-se
numa postura positiva perante os factos, os outros, o grupo e si mesmo. Como
consequência torna-se facilitadora da comunicação porque eleva os níveis de
confiabilidade, evita atitudes derrotistas ou agressivas. Quem confia nas suas
capacidades defende mais assertivamente e mais facilmente convence sem
necessitar de atitudes agressivas ou passivas, contrárias à comunicação eficaz.
A capacidade de escutar também se
educa. Cada indivíduo deve assumir uma postura de escuta ativa para que a
comunicação flua no seio do grupo. Deve ser capaz de deixar falar os outros sem
os interromper, aprender a controlar as suas emoções e a não fazer juízos de
valor em relação aos outros. Deve centrar-se no que é dito e não no que se pensa
de quem está a falar (efeito de halo), deve saber reformular a mensagem,
parafraseando-a se necessário, e manter os canais de comunicação abertos. No
ato de comunicação, quando os outros veem a nossa predisposição para escutar a
sua confiança e eficácia vai aumentar e o processo trona-se muito mais
empático.
Ainda que devamos saber escutar,
também de vemos ter a capacidade de dar feedback para dar a conhecer aos outros
o que entendemos da mensagem. Isto permite ao comunicador fazer uma avaliação
da sua comunicação e poder reformular ou não a mensagem que pretende
transmitir. Se a retroalimentação do processo não for eficaz, os comunicadores
não conseguem avaliar da eficácia da mensagem que produziram. Muitas vezes
basta um pequeno sinal para o outro corrigir, reformular ou ajustar aquilo que
quer realmente dizer.




